30 novembro, 2006

Será?



Será que o nosso corpo se expande para simplesmente poder conter toda a sabedoria e o amor que acumulámos ao longo dos anos ???

28 novembro, 2006

O Convite

Não me interessa qual é o teu modo de vida.
Quero saber o que anseias, e se te atreves a sonhar alcançar os desejos do teu coração.

Não me interessa que idade tens.
Quero saber se arriscas fazer figura de louco por amor, pelo teu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se as traições da vida te abriram, ou se murchaste e te fechaste com medo de outros sofrimentos!

Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.

Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua, se consegues dançar loucamente e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.

Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo próprio; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma; se consegues não ter fé e seres, por isso, digno de confiança.

Quero saber se consegues viver com o fracasso, teu e meu, e mesmo assim ergueres-te à beira do lago e gritar “Sim!” à lua cheia prateada.

Não me interessa saber onde vives nem quanto dinheiro tens.
Quero saber se depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até aos ossos, consegues levantar-te e fazer o que é preciso para alimentar as crianças.

Não me interessa quem tu conheces, nem como chegaste aqui.
Quero saber se ficarás comigo no centro do fogo, sem recuares.

Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.
Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais desaba à tua volta.

Quero saber se consegues estar só contigo mesmo e se gostas verdadeiramente da companhia que te fazes nos momentos vazios.


O Convite
De Oriah Mountain Dreamer

26 novembro, 2006

O que Deus quer

E se algo de muito importante que os seres humanos pensam saber acerca de Deus for simplesmente incorrecto?

Isso mudaria alguma coisa?


in O Que Deus Quer, Neale Donald Walsch

25 novembro, 2006

O QUÊ ?????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


O QUÊ ?!

AINDA NÃO ESTÃO TODAS REGISTADAS ???!!! ESTAS GAJAS SÃO MESMO MONGAS....

20 novembro, 2006

Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo,e me tome nos braços sem fazer perguntas de mais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não se vá embora batendo a porta,mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele enão se irrite com a minha solicitude,se ela for excessiva saiba dizer-me isso com delicadeza ou bom humor.Que o outro preceba a minha fragilidade e não se ria de mim,nem se aproveite disso.
Que se eu fizer um disparate o outro goste um pouco mais de mim,porque tambempreciso de poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa ,oudoente,ou agressiva,nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a dieta da perda ,e ouse ficar cimigo um pouco _em lugar de voltar logo à sua vida,não porque lá esta a sua verdade mas talvez o seu medo ou a sua culpa.
Que se começar a chorar sem motivo depois de um dia daqueles,o outro não desconfie logo que é culpa dele,ou que já não o amo.
Que se estiver numa fasedifícil o outro seja meu cúmplice,mas sem fazer alarme nem dizendo :«olha que estou a ter muita paciência contigo!»
Que se me entusiasmar por alguma coisa o outro não a diminua,nem me chame ingénua,nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim,por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas,o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando me levanto de madrugada e ando pela casa ,o outro não venha logo atrás de mim reclamando:«mas que maçada essa tua mania,volta para a cama !»
Que se eu pedir um segundo aperitivo no restaurante o outro não comente logo :«livra mais um?»
Que se eu eventualmente perder a paciência perder a graça e perder a compostura,o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro -filho ,amigo,amante,marido-não me considere sempre disponível,sempre necessariamente compreensiva,mas me aceite quando não posso ser nada disso.
Que,finalmente,o outro entenda que mesmo se ás vezes me esforço,não sou,nem devo ser,a mulher-maravilha,mas apenas uma pessoa :vulnerável e forte,incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma MULHER.........

19 novembro, 2006

Filhos

Os bons filhos conhecem,o prefácio dos seus pais,
os filhos brilhantes conhecem os capitulos mais
importantes de suas Vidas.



retirado do livro (Filhos brilhantes,alunos fascinantes)

Merece um post...

Somos, assim, umas "mongaranhas" ;) sempre enredadas em qualquer coisa... Não é disso que A Grande Experiência é feita? De vez em quando, ficamos suspensas no nosso fiozinho, sem chão debaixo dos pés, a fingir que temos asas... E esses momentos valem tudo!

da Cristina

10 novembro, 2006

A Net

Estaremos nós assim, enredadas nas nossas próprias prisões de ventre, ou seremos só Mongas?
Sim, porque mesmo as redes, um dia, não regressam do mar...

09 novembro, 2006

Nem sei que vos diga !

Ando aqui nos discos do computador a ver se encontro os poemas e os textos que escrevi no passado. Que coisa! Para que quero eu palavras velhas?

Quando se escreve o que se sente, não faz sentido guardar. O pó do tempo torna as palavras bolorentas.

Como dizia o outro, as palavras estão gastas, meu Amor… Adeus.


Faz de conta que não estou
Que não vim
Não moro aqui
De mim só tens a ausência
A mesma que tenho de ti
Que me faz rir por não estares
Quase sempre que não estás
Que me faz rir se ficares
Quando ficas, quando estás.
O riso da tua presença
Com a música que o embala
É igual à tua ausência com que enches esta casa
Que foi feita só para ti
Prenha da minha incerteza:
Se não estou?
Se moro aqui?
Para que de mim permaneça,
E para sempre, a minha ausência.
Do estar não tenhas certezas
Como certeza eu não tenho
De ficares para sempre assim.
As asas de que somos feitos
Construíram uma tal viagem
Feita de ausências perfeitas
De belas presenças furtivas
Livres a tempo inteiro.
Duma casa feita espaço
Escrevo-te por tu não estares
Para que quando chegares
Faças de conta que estou,
Mas que vim,
Não moro aqui.

08 novembro, 2006

Diário de um dono de casa...


Porque se queixarão as mulheres das lides domésticas se basta um pouco de organização?

Segunda-feira

Sózinho em casa. A minha mulher foi passar a semana fora. Ora aí está uma excelente mudança. Vamos passar uma semana inesquecível, o cão e eu.
Delineei um programa e organizei o meu horário. Sei exactamente a que horas me levantar, quanto tempo demoro na casa de banho e a preparar o pequeno-almoço. Acrescentei o número de horas de que preciso para lavar a loiça, fazer limpezas, passear o cão, ir às compras e cozinhar. Fiquei agradavelmente surpreendido com o muito tempo livre que ainda terei. Não percebo porque é que as mulheres se queixam da lida da casa se tudo isso exige tão pouco tempo. O segredo está numa boa organização.
O cão e eu comemos um bife cada um ao jantar. Vesti-me a rigor, acendi uma vela e pus rosas numa jarra para criar uma atmosfera aprazível. O cão comeu paté de foi gras como entrada, repetiu a dose como prato principal, com uma requintada guarnição de legumes e biscoitos à sobremesa. Eu bebi vinho e fumei um charuto.
Há muito que não me sentia tão bem.

Terça-feira

Tenho de dar uma olhadela ao meu horário. Uns pequenos acertos.
Expliquei ao cão que não se pode ter festa todos os dias e que por isso, não pode estar à espera de entradas e três tigelas de comida, que é claro, tenho de lavar.
Ao pequeno-almoço, verifiquei que o sumo de laranja natural tem um inconveniente. É preciso lavar sempre o espremedor. Alteração possível: fazer sumo para dias. Assim só tenho metade do trabalho.
Descoberta: posso aquecer salsichas dentro da sopa. Menos uma panela para lavar.
É claro que não pretendo aspirar todos os dia, como a minha mulher queria. De dois em dois dias é mais que suficiente. O segredo está em andar de chinelos e limpar as patas do cão. Quanto ao resto sinto-me optimamente.

Quarta-feira

Tenho a impressão de que afinal a lida doméstica leva mais tempo do que pensava. Preciso de repensar a minha estratégia.
Primeiro passo: comprei um saco de comida rápida. Não tenho de perder mais tempo com cozinhados. É um disparate perder mais tempo com a comida do que comê-la
A cama é outro problema. Primeiro é preciso sair de dentro do edredão, a seguir arejá-lo e por fim fazer a cama. Que complicação! Acho que não vale a pena fazê-la todos os dias, sobretudo porque nessa mesma noite voltarei a deitar-me. Parece-me inútil.
Deixei de fazer refeições complicadas para o cão. Comprei algumas de lata. Ele fez má cara, mas não teve outro remédio senão comê-las. Se tenho de arranjar-me com refeições pré- cozinhadas, ele não é mais do que eu.

Quinta-feira

Acabou-se o sumo de laranja! Como é que um fruto aparentemente tão inocente causa tamanha confusão? É inacreditável! Vou passar a comprar sumo engarrafado pronto a beber.
Descoberta: consegui sair da cama quase sem a desfazer. Basta-me depois alisar ligeiramente a roupa. Claro que é preciso uma certa prática, e não me posso mexer muito durante o sono. Doem-me um bocado as costas., mas nada que um bom duche quente não possa resolver.
Deixei de fazer a barba todos os dias. É uma perda de tempo. Assim, também, ganho uns minutos preciosos que a minha mulher, como não tem de fazer a barba nunca perde.
Descoberta: não vale a pena usar um prato lavado de cada vez que como. Lavar a loiça tantas vezes começa a dar-me cabo dos nervos. O cão também pode comer só numa tigela. Afinal, de contas é um animal.
Nota: cheguei à conclusão de que basta aspirar no máximo uma vez por semana.
Salsichas ao almoço e ao jantar.

Sexta-feira

Adeus sumos de fruta! As laranjas são muito pesadas.
Descobri o seguinte: as salsichas sabem bem de manhã. Ao almoço nem por isso. Ao jantar, nem vê-las. Salsichas mais de dois dias seguidos enjoam.
O cão, esse, está a comida seca. Afinal de contas tem os mesmos nutrientes, e não suja a tigela. Descobri que posso comer a sopa directamente da panela. Sabe ao mesmo. Nem tigela nem concha. Assim já não me sinto tanto como uma máquina de lavar a louça.
Já não lavo o chão da cozinha. Irritava-me tanto como fazer a cama.
Nota: acabaram-se as latas. O abre latas fica todo pegajoso!

Sábado

Que ideia é esta de me despir à noite se tenho de voltar a despir-me de manhã? Aproveito mas é o tempo para ficar mais um bocadinho na cama. E também não preciso de colcha, por isso a cama está sempre feita.
O cão encheu tudo de migalhas. Pu-lo na rua de castigo. Não sou criado dele! Que estranho. De repente, dei-me conta de que é o que a minha mulher me diz às vezes…
Hoje é dia de fazer a barba, mas não me apetece nada. Tenho os nervos em franja. Ao pequeno almoço, só as coisas que não seja preciso desembrulhar, abrir, cortar polvilhar, cozinhar sem misturar. Tudo coisas que incomodem.
Plano: comer directamente do saco em cima do fogão. Nem pratos, nem talheres nem toalha, nem nenhum disparate desses.
Tenho as gengivas um bocado inflamadas. Deve ser a falta de fruta, que é muito pesada para carregar. –se calhar, estou com princípio de escorbuto.
A minha mulher telefonou à tarde a saber se tinha lavado as janelas e posto a roupa a lavar. Desatei a rir meio histérico. Disse-lhe que não tinha tempo para essas coisas.
Há um problema com a banheira. Está entupida com espaguete. Também não estou para me chatear. Não me incomoda muito porque deixei de tomar duche.
Nota: o cão e eu comemos juntos directamente do frigorífico. Tem é de ser depressa. Não convém deixar a porta aberta muito tempo.

Domingo

O cão e eu estamos sentados na cama a ver televisão. Vemos pessoas a comer todo o tipo de iguarias. Salivamos os dois. Ambos estamos fracos e rabugentos.
Esta manhã comi da tigela do cão. Nenhum de nós gostou.. Precisava de me lavar, barbear, pentear, fazer comida para o cão, limpar a casa ir às compras e uma série de outras coisas, mas não arranjo forças. Sinto que estou a perder o equilíbrio e que a vista me está a faltar. O cão deixou de abanar a cauda.
Num último reflexo de sobrevivência arrastámo-nos até um restaurante. Durante uma hora, comemos toda a espécie de pratos óptimos. Em seguida, fomos para um hotel. O quarto é limpo, arrumado e confortável. Descobri a solução ideal para o governo da casa. Não sei se a minha mulher já se terá lembrado disso.

02 novembro, 2006

Artigo de Teste

Isto é um teste... Não interessa nada!

Vou dar-vos uma receita para vos animar. Agora não há morangos, mas a imaginação é poderosa!!!

Batido de morango

Ingredientes:
100 g morango(s)
2 dl leite fresco
2 c. sopa gelado de morango
açúcar q.b.

Modo de preparação:
1. Lave e limpe bem os morangos.
2. Junte todos os ingredientes na batedeira eléctrica e bata cerca de 1 minuto.
3. Sirva num copo alto, decorado com uma folha de hortelã.