31 agosto, 2007

IR A ZEROS

Todo o sofrimento, guerra, fome, azares... Todos esses acidentes, guerrilhas, e tormentos que fazem o Homem sofrer hoje em dia têm uma razão de ser.

O ser humano só tem capacidade de ir a zeros, sem defesas, sem resguardos, quando está no centro da fragilidade, no centro do sofrimento.

É nessa altura que os humanos sentem o uno, a unidade, o Ser e o não Ser ao mesmo tempo. É nessa altura do zero absoluto, quando tudo o que pensaram ser, já não é. Quando tudo o que pensavam ter, já não é também.

Nesse momento, dá-se uma transfusão. Nesse momento a energia cósmica, com a sabedoria plena do universo, encontra espaço para entrar. Lembra-te sempre, o espaço que ocupa o ego, pode ocupar a alma. O espaço é o mesmo. A escolha é tua. Esse zero absoluto que mora no sofrimento, esse nada constante, está preparado finalmente para receber um conceito mais sofisticado de energia. A luz, a iluminação.

É nessa altura que a energia do ser toca a energia do céu. É aí que se dá toda a transformação. É na perda, na perda absoluta que se dá a transformação. Nessa altura a luz entra, entra verdadeiramente pela parte que tem de entrar, pela porta da kundalini, pelo chacra da coroa. E as coisas começam realmente a fazer sentido.

Tudo o que tinhas já não é. O que de virá de novo?

A tua consciência agora aceita as várias possibilidades que a vida te oferece, e não as únicas possibilidades que te agradavam, como até agora. A tua consciência começa agora a funcionar, começa agora aceitar, coisa que o antecessor à luz, o ego, se recusava fazer. É nesta altura que acontecem as grandes catarses. No meio do zero absoluto, no fundo do caos, no não-medo. E depois disto passado, depois de tudo estar balizado, começa o processo de paz.

Este Jesus Cristo Que Vos Fala, Livro 3/ A Era da Liberdade, Alexandra Solnado

17 agosto, 2007

Além do Segredo - Anexos

Anexo I



Anexo II



Anexo III



Anexo IV



Anexo V



... e continua!

06 agosto, 2007

03 agosto, 2007

O luto

Nunca falámos sobre o luto. E no entanto, já partilhámos perdas...

Encontrei este pequeno texto no livro que ando a ler neste momento: Cuidados Paliativos, de Robert Twycross, Climepsi Editores.


“Chorar (prantear) não é esquecer” disse ele delicadamente, enquanto o seu desamparo desvanecia-se e a sua voz se tornava sábia. “É um desfazer. Os nós de cada minuto devem ser desatados e algo permanente e valioso ser recuperado e assimilado a partir deles. O fim é dádiva, sem dúvida. Abençoados sejam os que choram, porque em verdade se tornarão fortes. Mas este processo é semelhante ao de todo o nascimento humano, doloroso e longo e eivado de perigos.”.


"A angústia do coração tanto pode ser física como espiritual. É sempre a pessoa na sua globalidade que deve ser curada, porque aquilo que fere uma parte fere o todo” – Marilyn Relf.


O luto é a maior crise pessoal que muitas pessoas têm jamais de enfrentar e, tal como outros acontecimentos de vida stressantes, tem sérias consequências para um número substancial de pessoas. O luto não é apenas emocional, é também uma experiencia física, intelectual, social e espiritual. O luto afecta os sentimentos, os pensamentos e o comportamento. Uma grande perda obriga as pessoas a adaptarem as suas concepções sobre o mundo e si próprias, e o luto é um processo de transição. O luto é o processo através do qual as pessoas assimilam a realidade da sua perda e encontram uma forma de viverem sem a presença física da pessoa falecida.