03 agosto, 2007

O luto

Nunca falámos sobre o luto. E no entanto, já partilhámos perdas...

Encontrei este pequeno texto no livro que ando a ler neste momento: Cuidados Paliativos, de Robert Twycross, Climepsi Editores.


“Chorar (prantear) não é esquecer” disse ele delicadamente, enquanto o seu desamparo desvanecia-se e a sua voz se tornava sábia. “É um desfazer. Os nós de cada minuto devem ser desatados e algo permanente e valioso ser recuperado e assimilado a partir deles. O fim é dádiva, sem dúvida. Abençoados sejam os que choram, porque em verdade se tornarão fortes. Mas este processo é semelhante ao de todo o nascimento humano, doloroso e longo e eivado de perigos.”.


"A angústia do coração tanto pode ser física como espiritual. É sempre a pessoa na sua globalidade que deve ser curada, porque aquilo que fere uma parte fere o todo” – Marilyn Relf.


O luto é a maior crise pessoal que muitas pessoas têm jamais de enfrentar e, tal como outros acontecimentos de vida stressantes, tem sérias consequências para um número substancial de pessoas. O luto não é apenas emocional, é também uma experiencia física, intelectual, social e espiritual. O luto afecta os sentimentos, os pensamentos e o comportamento. Uma grande perda obriga as pessoas a adaptarem as suas concepções sobre o mundo e si próprias, e o luto é um processo de transição. O luto é o processo através do qual as pessoas assimilam a realidade da sua perda e encontram uma forma de viverem sem a presença física da pessoa falecida.

1 comentário:

Paula disse...

É muito verdade!.A perda é dolorosa,na hora mas o tempo passa e a falta da pessoa que perdemos,cada vez é maior.Mesmo sabendo que esta bem onde se encontra.No estado que estava cá já não era nada.A dor faz-nos crescer.
BJKS