27 janeiro, 2008

Janelas de Lisboa

Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.

Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.

Pela maior entra o espanto,
pele menor a certeza,
pela da frente a beleza,
que inunda de canto a canto.

Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.

Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!

Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.


António Gedeão

4 comentários:

Paula disse...

Mas ao contrario das outras tu publicas a toda a hora, isso é k é vida,estar no Coito da para ter tempo para estas coisas ainda bem eu nem tempo nem desposição.
Nem sei como aki estou hoje o animo esta melhor o interopetor neste momento esta para cima....vamos ver até kuando.


Bjks

carla disse...

O animo está bom ...mas a vista nem por isso...quem publicou fui eu ou maria vai com as outras.
Para a próxima toma atenção, e animo para publicar.
Bjs

Nela disse...

Haja Deus!

Óptimo. Estava a ver que morríamos com um post de 2007... Até parecia que não tinhamos mudado de ano!

Jinhos

Paula disse...

O animo estava para cima mas n na totalidade por isso nem reparei k n tinha sido a mesms a postar
as minhas DESCULPAS


E vamos a postar!!!!