28 maio, 2008

Amado Filho

NO DIA EM QUE ESTE VELHO NÃO FOR MAIS O MESMO,
TEM PACIÊNCIA E COMPREENDE-ME
Quando derramar comida sobre a minha camisa e me esquecer de como apertar os sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas que passei ensinando- te a fazer as mesmas coisas
Se, quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que sabes de sobra como terminam, não me interrompas e escuta- me. Quando eras pequeno, tive que te contar milhares de vezes a mesma história
para te adormecer.
Quando estivermos juntos e, sem querer, fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreende que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes, pacientemente, mudei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e bem cheiroso.
Não me reproves se eu não quiser
tomar banho. Sê paciente comigo, e
lembra-te das vezes que te persegui
e dos mil pretextos que inventei
para te convencer a tomares banho.
Quando me vires inútil e ignorante perante as novas tecnologias, que já não poderei entender, suplico-te que me dês o tempo necessário, e que não me agridas com um sorriso sarcástico
Lembra-te de que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, vestir e enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço, da minha perseverança.
Se, em algum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos falando, tem paciência e ajuda-me a lembrar. Talvez a única coisa importante para mim, nesse momento, seja o facto de te ver perto de mim, dando-me atenção, e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, insiste com carinho. Assim como fiz contigo.
Compreende, também, que, com o tempo, não terei dentes fortes e nem agilidade para engolir.
E quando as minhas pernas falharem, por estarem cansadas, e eu já não conseguir mais equilibrar- me...
... com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu fiz quando tu começaste a caminhar com as tuas perninhas tão frágeis.
Se me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com teu carinho nem com o quanto te amo.
Compreende que é difícil ver a vida abandonando, aos poucos, o meu corpo; e que é duro admitir que já não tenho mais o vigor que tinha para correr a teu lado ou para tomar-te
nos meus braços, como dantes.
Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo e mais florido.
Quando me for, construirei, para ti, outra rota em outro tempo,
mas starei sempre contigo
e zelando por ti.
Não te sintas triste ou impotente por me veres de abalada. Não me olhes com dó. Dá-me apenas o teu coração, compreende-me e apoia-me, como fiz quando começaste a viver. Isso me dará forças e muita coragem.
Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.
Teu velho
Atenciosamente,
À memória e à lembrança de todas
as mães e de todos os pais do mundo


Isto foi-me enviado pela monga Teresa e eu resolvi publicar.

25 maio, 2008

Mongas na corrida

video

Hoje fomos correr na corrida sempre mulher,corremos por nós e por todas as mulheres que correm sempre lutando contra o cancro.

Das mongas Carla e Paula.

22 maio, 2008

Pequenos Anjos

Uma vez uma criança estava pronta para nascer.
Um dia a criança perguntou a Deus, “Disseram-me que me vais enviar amanhã para a Terra ”
“mas como vou viver lá sendo tão pequena e indefesa?”
Deus respondeu,
“De entre muitos anjos,
Eu escolhi um para ti.
Ele estará à tua espera e cuidará de ti".
“Mas” disse a criança,
“aqui no Céu eu não faço mais que cantar e sorrir.”
É o que eu preciso para ser feliz!"
Deus disse,
“O teu anjo cantará para ti todos os dias.
E sentirás o amor do teu anjo e serás feliz".
“E, disse a criança,
”como serei capaz de compreender as pessoas quando falarem comigo, se eu não conheço a linguagem que o homem fala?"
”É fácil ", disse Deus
“O teu anjo te ensinará as mais belas e doces palavras que jamais ouviste,
e com muita paciência e carinho, o teu anjo te ensinará a falar".
A criança olhou para o alto e para Deus dizendo,
”E que farei quando eu quiser falar contigo?"
Deus sorriu para a criança dizendo,
“O teu anjo juntará as tuas mãos e te ensinará a orar".
A criança disse, “Ouvi dizer que na Terra existem homens maus.
Quem me irá proteger?"
Deus envolve com suas mãos a criança, dizendo,
“O teu anjo te defenderá – mesmo que arrisque a sua vida!"
A criança entristeceu dizendo, “mas ficarei muito triste porque nunca mais te irei ver".
Deus abraça a criança
“O teu anjo falará sempre acerca de mim e irá ensinar-te o caminho de volta para mim, além de que eu estarei sempre junto de ti".
Neste momento houve muita paz no Céu, mas as palavras da terra podem agora ser ouvidas.
A criança ansiosa, pergunta suavemente,
"Oh Deus,
Se eu tenho agora de partir por favor diz-me o nome do meu anjo!"
Deus respondeu,
“O nome do teu anjo não tem importancia…
Tu irás simplesmente chamar-lhe
“MÃE!"

05 maio, 2008

Ida ao Porto - parte IV

Para fazermos mais um pouco de tempo à espera do outro,fomos ao Café di Roma,que é mesmo ao lado da Brasileira.
Escolhemos uma mesa,sentamo-nos e esperamos.....esperamos.....esperamos....esperamos...finalmente a minha irmã perguntou à menina se não nos atendia porque,não gostava da nossa cara,ela ficou com cara de parva a olhar para nós e disse que não nos tinha visto. Lá conseguimos pedir duas águas e uns cafés com natas e gelado,conseguimos beber,pagar e vir embora.
O outro veio ter connosco fomos para o parque de estacionamento e finalmente o regresso merecido a Lisboa ....a casa.

03 maio, 2008

Ida ao Porto -parte III

Estivemos na exponor até às 14h,mais ou menos...andamos a coscuvilhar tudo de trás para a frente e da frente para trás...resolvemos sair para ir almoçar.
Mais umas voltinhas para encontrar um restaurante decente para comer,....domingo muitos estavam fechados...passamos na Av. e alguém viu uma cervejaria,estacionamos o carro no parque e lá fomos nós almoçar...entramos na cervejaria e tinha aquele cheirinho à antiga cervejaria....pedimos 3 francesinhas e 3 cervejas pretas...não tivemos direito a mais nada, nem uma côdea de pão....estando eu com a bexiga cheia lá fui ao toilette...na expectativa...a ASAE ainda não tinha passado por lá....
Comemos, telefonamos ao outro que nos comunicou que tinha bilhetes para ir ao cinema às 16h e nós com cara de parvos tivemos que nos aguentar e fazer tempo.
Fomos beber café, ao café mais abaixo que era todo "xpto",cada café 1€,mas os empregados muito simpáticos, todos bem fardados,dois pires só para uma chávena e ainda musica ao vivo no piano...este sim valeu a pena.
Estivemos á conversa e a outra lembrou-se que na R. de S. Catarina havia uma pastelaria que tinha uns russos (bolos) muito bons...lá fomos à procura dos russos...caminhando pela rua...dirigiu-se a mim um homem que me pediu emprestado dinheiro para comer uns pastéis que depois pagava....
Mais à frente um homem queria fazer as nossas caricaturas,seguindo a pastelaria estava fechada...percorremos mais umas ruas à procura de pastelarias que tivessem russos...fomos abordados por um miúdo que tinha uma granda lata,perguntou à minha irmã se era estrangeira ou portuguesa,porque tinha uma cor de cabelo fora do normal...e umas coisas penduradas na cabeça (rastas e tranças)...ela respondeu-lhe que era portuguesa e que éramos de Lisboa ;apresentou-se disse que era o Ricardo,pediu para dar dois beijinhos,que tinha 12 anos, andava no 6ºano,que a mãe não tinha possibilidades e ele andava a vender uns porta-chaves feitos por ele para poder comprar um computador.
A minha irmã perguntou-lhe quanto é que era cada um, ao que ele respondeu como eram os últimos 3 fazia 5€. Ela deu-lhe o dinheiro e disse para ficar com os porta-chaves,para vender a outra pessoa,mas ele fez questão de nos dar os porta-chaves que era uma recordação do Porto...com uma grande lata e descontracção disse que a minha irmã devia ter lá para os 30 e tal anos(não devia estar a ver bem...) e que nós éramos fixes.
Lá continuamos a descer a rua e a comentar o que se tinha passado e a rirmos à gargalhada...